Atletismo

Biomecânica

Foto crédito: NIKE - Dafne Shippers
Wanderlei Oliveira
Escrito por Wanderlei Oliveira

Foto crédito: NIKE – Dafne Shippers

A corrida é uma das modalidades esportivas mais simples e naturais, porém ela como esporte em si requer alguma atenção quanto aos movimentos cíclicos e locomoção do corpo de forma coordenada e ritmada. Na biomecânica do movimento, a corrida possui duas fases distintas, que são:
Apoio – contato do pé com o solo
Suspensão – elevação e projeção do corpo para a frente
Mas há um momento entre essas duas fases em que o corpo permanece no ar sem contato com o solo. Assim podemos definir a corrida como uma sucessão de saltos.
Os exercícios de biomecânica podem auxiliá-lo a melhorar a técnica de corrida e, consequentemente, melhorar a performance, sem que para isso você gaste energia desnecessária. Selecionamos três dos principais exercícios que podem ser úteis e lhe ajudar.

Eis a seqüência:

Elevação dos joelhos (skipping alto) – faça 50 metros levantando os joelhos até a altura da cintura, com os braços perpendiculares ao corpo e num ângulo de 90 graus. Os movimentos devem ser ritmados e realizados com muita calma, concentrando-se na execução técnica dos movimentos.
O toque no solo deverá ser executado com a ponta dos pés, os braços devem ser movimentados paralelos ao corpo, em forma de pêndulo (permanecendo num ângulo de 90 graus). Durante a execução do exercício, a cabeça deve permanecer no prolongamento do corpo, o olhar direcionado para a frente, os músculos do rosto e pescoço devem estar descontraídos (assim como todos os membros do corpo).
As mãos devem ficar semi-abertas e relaxadas (como na caminhada).

Elevação dos calcanhares (skipping atrás) – repita o movimento anterior, mas dessa vez encostando os calcanhares nos glúteos. Neste exercício o corpo deve estar ligeiramente inclinado para a frente para facilitar o movimento técnico e deslocação (lembre-se que são exercícios direcionados para a corrida e não para o futebol, em que a cada elevação dos calcanhares há um toque das mãos atrás). Os braços continuam na posição de semi flexionados num ângulo de 90 graus, e os movimentos paralelos ao corpo (balanço para a frente e para trás)

Amplitude de passadas (stride) – neste exercícios, unimos os trabalhos de técnica anteriores, ou seja, correr 100 metros de forma natural divididos em 2 vezes 50 metros, sendo a primeira metade com ênfase na amplitude de passadas, elevando os joelhos e projetando o quadril para a frente, com ação enérgica dos braços. Na puxada atrás, as pernas devem fazer o movimento cíclico (calcanhares próximos aos glúteos).
Nos 50 metros seguintes, a corrida deve ser em progressão (a velocidade do esforço deve ser entre 80% do esforço máximo. Lembre-se que aceleração não quer dizer velocidade máxima).

O objetivo principal deste exercício é concentrar-se na técnica (sincronismo). O toque dos pés no solo deve ser rápido, com projeção do corpo para a frente.

Vale lembrar que diferentes distâncias exige técnicas diferentes, por exemplo, a forma de correr de um atleta especialista em 100 metros rasos difere de um corredor de maratona (42.195 metros, prova de longa distância do atletismo).
Porém, o ponto em comum entre os dois é a necessidade de possuir uma técnica de corrida eficiente (biomecânica) onde se gaste o menos possível de energia e consequentemente um melhor deslocamento para a frente.

Sobre o autor

Wanderlei Oliveira

Wanderlei Oliveira

Técnico fundador do Clube Corpore, em 1982, e do Pão de Açúcar Club, em 1992. Desde 2000 é comentarista e blogueiro.

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