Atletismo

Volta Olímpica

Pista de Atletismo Adhemar Ferreira da Silva / Ibirapuera - São Paulo

Pista de Atletismo Adhemar Ferreira da Silva / Ibirapuera – São Paulo

Todos sabem que o brasileiro é um povo festivo, alegre, brincalhão. Tudo é motivo para piada. Os nossos patrícios os portugueses que o digam. As piadas mais engraçadas são direcionadas aos lusos. Sem maldade, é claro!

Com esse espírito, um brasileiro, até então desconhecido no mundo esportivo, se tornava campeão olímpico no salto triplo em Helsinque na Finlândia, em 1952, com direito a quatro recordes mundiais consecutivos na mesma prova: 16m05, 16m09, 16m12 e 16m22. Para compartilhar com o público que o aplaudia em pé incessantemente pela sua inédita e fantástica conquista – percorreu os 400 metros da pista de atletismo saudando o público.

O fato histórico virou um hábito dos medalhistas de ouro. O seu carisma rendeu um museu em sua homenagem e vários fãs em Helsinque na Finlândia.

Adhemar Ferreira da Silva foi descoberto por Evald Gomes da Silva, corredor de 400 metros, e seu técnico foi o alemão Dietrich Ulrich Gerner, do São Paulo Futebol Clube. O comendador Evald, mais tarde se tornaria presidente da Federação Paulista de Atletismo (1974 a 1981). Adhemar, sempre tinha uma palavra de incentivo aos jovens atletas.

Em 1980, eu trabalhava na Federação Paulista de Atletismo e ajudava o presidente Evald nas reuniões de diretoria e carinhosamente o Adhemar me chamava de secretário. Quando fui convidado para participar da corrida de San Fernando, prova de 10 K em Punta Del Leste no Uruguai, em 1993, lá estava o Adhemar Ferreira da Silva que se prontificou em fazer minha inscrição. Na noite anterior a prova me convidou para jantar em um belíssimo restaurante na paradisíaca cidade turística a fim de me entregar o kit da corrida.

Um verdadeiro gentleman!

Adhemar foi poliglota, escultor, professor de educação física, advogado, relações públicas, cantor, Adido Cultural na Embaixada brasileira em Lagos na Nigéria de 1964 a 1967, ator na peça “Orfeu da Conceição” de Vinícius de Moraes e no filme “Orfeu Negro” em 1962, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro. Além de ser o único brasileiro bicampeão olímpico no atletismo na modalidade do salto triplo (1952, Helsinque, Finlândia e 1956, Melburne, Austrália).

Saudades deste grande homem, esportista que faleceu no dia 12 de janeiro de 2001.

Sobre o autor

Wanderlei Oliveira

Wanderlei Oliveira

Técnico fundador do Clube Corpore, em 1982, e do Pão de Açúcar Club, em 1992. Desde 2000 é comentarista e blogueiro.

Comentários

  • Boa tarde Wanderlei!!!

    Parabéns por divulgar um dos nossos maiores heróis do atletismo do Brasil!!!

    Quero agradecer você, pois acabei sabendo mais sobre a história dele, fiz até uma pesquisa no Google por esse motivo.

    Veja o que encontrei:

    Adhemar Ferreira da Silva – (São Paulo, 29 de setembro de 1927 – São Paulo, 12 de janeiro de 2001) foi um atleta brasileiro, primeiro bicampeão olímpico do país. Conquistou as medalhas de ouro no salto triplo nos Jogos de Helsinque 1952 e de Melbourne 1956. Em 2012, foi imortalizado no Hall da Fama do atletismo. Ele é o único brasileiro a representar o país no salão da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), criado como parte das celebrações pelo centenário da instituição.

    Sua primeira competição foi no Troféu Brasil em 1947, obtendo a marca de 13,05 metros. Além de ter conquistado o bicampeonato olímpico foi pentacampeão sulamericano e tricampeão pan-americano (1951, 1955 e 1959). Venceu o campeonato luso-brasileiro, em Lisboa em 1960. Foi dez vezes campeão brasileiro, tendo mais de quarenta títulos e troféus internacionais e nacionais.

    Adhemar também foi um escultor formado pela Escola Técnica Federal de São Paulo (1948), Educação Física na Escola do Exército, Direito na Universidade do Brasil (1968) e Relações Públicas na Faculdade de Comunicação Social Cásper Libero (1990). Foi adido cultural na embaixada brasileira em Lagos, Nigéria, entre 1964 e 1967.

    Em 1956, foi ator na peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes e no filme franco-italiano Orfeu Negro, de 1959, feito a partir do texto teatral, que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro e a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

    No escudo do São Paulo Futebol Clube as duas estrelas douradas que estão na parte de cima foram adotadas em sua homenagem. Elas se referem aos recordes mundiais batidos por ele em Helsinque 1952 e nos Jogos Panamericanos da Cidade do México em 1955, quando conseguiu a melhor marca de sua vida, 16, 56m. Adhemar se transferiu para o carioca Club de Regatas Vasco da Gama em 1955 e por ele encerrou sua carreira em 1960. Vencedor até a sua última prova, encerrou sua última competição oficial como campeão carioca no salto triplo com a marca de 15,58 m, disputada no Estádio Célio de Barros em 1 de outubro de 1960.

    Os saltos de Adhemar inauguraram a mitológica tradição brasileira nas provas de salto triplo. Depois dele, surgiram Nelson Prudêncio, prata na Cidade do México 1968 e bronze em Munique 1972, João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, bronze em Montreal 1976 e Moscou 1980 e ex-recordista mundial, e Jadel Gregório, atual recordista brasileiro e sul-americano, com 17,90m.

    Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Adhemar_Ferreira_da_Silva

    Um forte abraço!!!

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