Atletismo

Serra do Rio do Rastro

Mizuno Up Hill – Serra do Rio do Rastro

Inacreditável!

Acho que essa é a melhor  palavra para resumir o que vivi em minha quarta edição da maratona mais difícil do País, a Mizuno Uphill Marathon, realizada na Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina no último sábado, 31 de agosto. E eu explico o porquê dessa afirmação.

Não é apenas porque é uma maratona morro acima, num ambiente nada acolhedor. Nem porque você deve vencer 256 curvas para chegar no topo, situado a exatos 1.418 metros acima do nível do mar, com um ganho de elevação de 2.425 metros.

A largada é uma mistura de emoções.  

Atletas de todos os cantos do país tirando fotos, se cumprimentando, vibrando à espera do grande momento. O soar da buzina indica a largada. O segredo, dizem, é correr bastante no pé da serra, pois na parte de cima é inclinação pura, mas tem que estar muito bem preparado, e mesmo assim não é mole não!

Após o quilômetro 30, você passa a entender o que é subida! Esse trajeto radical se junta ao cansaço, à fome e ao frio.

E a terceira fase começa no quilômetro 35, onde se inicia a parte mais íngreme da serra e onde o desafio se torna mais dramático. “Olhar para cima, dependendo do seu estado físico e emocional, pode ser desolador ou inspirador”. Nessa parte para mostrar quem é que manda ali a serra preparou uma surpresa com ventos fortíssimos , uma chuva torrencial e um frio absurdo.

No entanto, o último quilômetro é inteiramente plano, a voz dos espectadores e do locutor ao microfone dão o clima de que a temível serra havia sido superada, agora era cruzar o pórtico e comemorar muito.

Resumindo: a Uphill de 2019 foi perfeita. O astral da prova é indescritível. No sábado , quando cruzei o pórtico,  passei pelo corredor humano dos últimos 50 metros, fechei os olhos, abri os braços, com lágrimas nos olhos, e só pude agradecer!

Adriano Abramavicus

A todos que enfrentaram a Mizuno Uphill Marathon , meus parabéns. Essa é para quem é osso duro de roer. Para quem deseja fazê-la, meu incentivo extra. Experimente. Valerá cada passada.

Adriano Abramavicus, 42 anos, economista, finalizou os 42.195 metros em 4 horas e 36 minutos.

Sobre o autor

Wanderlei Oliveira

Wanderlei Oliveira

Técnico fundador do Clube Corpore, em 1982, e do Pão de Açúcar Club, em 1992. Desde 2000 é comentarista e blogueiro.

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